Estudo do Evangelho — Sexta-feira (Morada da Luz)
Boa noite, meus irmãos. Que a luz do nosso Senhor Jesus nos abençoe.
Existem dias que a nossa consciência nos pesa. Existem noites que a nossa consciência nos pesa mais ainda. Existem lugares que nos aprisionam a consciência, e outros que nos permitem a liberdade e o conhecimento de cada espaço. É muito diferente sentir como é individual. Entre todas as liberdades, podemos começar a exercer a escolha.
Quando nos permitimos observar quem somos e como somos, começamos a perceber que o desespero e a temperança caminham lado a lado. Romance pesado dos atos, que se tornam redemoinhos no meio do turbilhão da vida, que acaba, por um segundo ou milésimo de segundo, no nada ou no vazio, é o rastreio da energia que percorreu o ambiente de acordo com a liberdade que lhe foi confiada.
Lidar conosco mesmo é a arte de viver. Lidar com os outros é a arte de amar. Entre lidar conosco, viver e amar, existem muitos nuances, cores e fatos a ser explorados.
- Como é realmente o universo?
- Como é realmente a vida?
- Como é realmente que se encontra o propósito em meio à tristeza ou a dor que nos acaba, nos abala e nos destrói?
Quando somos modelados na visão do mundo e não percebemos o nosso universo interior, é como mergulhar no mar e se sentir sufocado, e depois arrastado, como peixe, entre uma onda e outra onda, sem a liberdade de escolha. Não é menos penoso para o ser que a ilusão?
Por acaso, saber de cada ser que está no nosso caminho, sem que percebamos, é tão grande e pode nos auxiliar. Mas entender os porquês não nos dá liberdade se não exercemos a escolha de conseguir parcerias. Certa vez falamos que a corrente da vida não se quebra, ela é alimentada e sempre continua. Portanto, um ser, quando dá a mão a outro, acolhe a si mesmo e assim dá um passo à frente. O elo que nos une não desaparece, apenas concilia e nos renova, sustentando o caminhar.
Assim, meus irmãos, falar é sempre muito fácil. Afinal, aprendemos e somos dotados de um vocabulário vasto, mas sentir as palavras! São poucos os humildes que compreendem a grandiosidade do poder da língua, que assim como eleva a alma, as torna inúteis e pesadas sem o merecimento da gratidão.
Ah! O ser que não sabe se sentir agradecido busca o seu domínio, seja ele energético ou material. Pois, através do uso de reprimendas ou conselhos, não importa, fala muito, mas não produz efeito, pois quem ouve não entende e não se sente tocado. Para sentir, é necessário calar o seu interior e receber, perceber em si o que causa no outro.
Querer cuidar não é querer fazer ao outro o que lhe convém ou o que lhe parece bom. Olhar o outro como ser capaz de fazer suas próprias escolhas é sempre mais proveitoso, mas respeitar a si mesmo é ainda mais proveitoso, pois ninguém passa ninguém, cada lugar na vida é conquistado.
A consciência é nosso bem maior. Somos deuses aprisionados no esquecimento do que somos e viemos fazer. Mas, da consciência, não somos os prisioneiros, não somos doentes; somos seres que escolhemos, e assim não queremos assumir nossa responsabilidade, que bate à nossa consciência através da pequena abertura do conhecimento que temos. As folhas da vida caem na época correta, como nada acontece sem um grande motivo, mesmo que dele não tomemos consciência. Somos tão pequenos, e apenas estamos por aqui, e não somos daqui. Se podemos dizer estudar, trabalhar, construir, qual legado deixar? São ilusões.
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Pai e mãe do universo que habita em mi, realça minha chama Divina, aponta o meu caminho, porque ele me leva junto ao meu irmão. Não permita que eu me afogue no medo, inveja, ciúme, mas principalmente que eu não mude amargo por mim e pelos meus iguais.
Que minha língua pronuncie as mais belas e sinceras palavras. Que eu encontre colo quando precisar. O conforto que dou aos outros, que eu possa dar a mim. Que eu seja a gota de água que cura a sede da minha alma. Que meus olhos percebam, como observador do espaço que sou, que crio e descrevo com facilidade, e nessa facilidade a alegria esteja presente, assim como a harmonia.
Em algum lugar desse universo decidi vir, eu decidi progredir. Mas, assim como minhas mãos podem acalentar e trazer o sol, meu coração pode viver nele.
Ah, o sol! Ser de luz que aquece, acolhe, mas tão despercebido que é colocado como apenas um astro que divide o céu em dia ou noite. Esse sol que brilha no meu interior, sem que dele eu me dê conta. Perdoa-me minha ignorância. E esse sol responde: por quê? Quem sou para perdoar? Eu apenas existo e brilho, pois a esperança de um dia ser compreendido me basta, e nela navego entre os céus, aquecendo e brilhando, atraindo as bênçãos, dando a todos o conforto merecido através da calma e mansidão que o calor provoca.
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Talvez o mais importante agora seja sentir. Ela é necessária para mil muitos que se acotovelam na Morada da Luz procurando o consolo e o entendimento. Mas, sem esquecer que, assim como a água flui e é necessária, é necessário sentir e deixar passar. E deixar passar todas as lágrimas e tristeza que a alma sente.
Anotar na mente que dia de atendimento são todos os dias, mas em especial dia marcado. Saber se colocar na posição neutra, para não tomar decisões que possam se tornar facas a si mesmo. Lembrar que, como instrumento de mediunidade que somos, estamos ligados ao bem maior, que não interfere no sentir; cabe a cada um se equilibrar e dar passagem para apenas o refazimento de cada ser.
O descanso é necessário. Mente aturdida enxerga a tempestade onde há apenas um breve vento. A unidade do ser que trabalha na mente observa, analisa, compara e faz seu trabalho de encontrar iguais. Por esse motivo, temperar e acolher a si mesmo é de vital importância.
São muitos olhares. Entender que se percebemos o outro, o outro também nos percebe, e o mundo nos esconde momentaneamente, mas não deixa de ser ilusão. A qualquer desconforto com alguém, é importante silenciar, ouvir e acalentar, mas deixar passar sem querer muitas explicações. Pois, assim como a água apodrece ao ficar muito tempo parada, as mágoas nos adoecem.
Paz e bem a todos.
Geovana. 15 de maio de 2026



